Abril 11, 2009 por ulyssesteixeira

em vôos de olhares
pés descalços em fatigadas jornadas
olhos atentos em horizontes
de choramingos
em lembrar.
Infeliz cantiga
que brota ressentida
de veias abissais
em rasgado coração .
lábios que não mais sorriem
porque apagados.
estradas em retas de asfalto
sem roseirais de jardins.
cambaleantes passos
em solitário de andador.
teimosia de lágrimas
de obliquos olhares
em bailados sobre face.
descorado entardecer
de faca atravessada em garganta.
noite de abandonado
em hora de negrume sem estrelas.
curitiba,2009
ulysses Teixeira.2009.ORGANDI-poética.poesia brasileira
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Novembro 23, 2008 por ulyssesteixeira

andador de ruas
em assoviar.
bardo de canções
em olhos de orvalhadas
lembranças.
tempos de encantamentos
em instantes que versejava.
noites de enluarado atelier
em mão de riscar telas
em curvas de panejamento de tintas
em feitura de emoldurar-te.
horas em passeio de pincel
em crescente azul de borrar
em vai e vêm de gestos.
mão segura
de orquestrar, maestro
em ritmo de tresloucado
tua forma cristalina
em cores derramadas
de espátula.
encantamento
de vermelhos e azuis.
esverdeado exaltamento
sobre aquele amarelo de pano.
teimosia de roxos
em contôrnos de sombreados.
memória de canivete
em peito de sangrar.
lembranças
em choro de solitário.
curitiba,2008
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Novembro 15, 2008 por ulyssesteixeira

tarde de vento em folha
em rodopios de valsar.
desdobrado assovio
em canto de sabiá
em tristeza de janela.
noite de peito cortado
em desprêzo de lâmina.
ponta de cílios de lágrimas
em suspensão.
brisa de amanhecer!
faca de sol
em rasgado de nuvens.
versos de ramalhetes
em festança
de passarinhada.
curitiba,2008
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Novembro 8, 2008 por ulyssesteixeira

barco que sou
de porto de distante lugar
navego perdido em curvas
nesse mar de corpo entre cabelos
e perfumes.
perdido barco em ondas de carnes
que se abrem em rimas
de cantarolar em poemetos.
doce visão de assoviante
em alma de menestrel.
curitiba,2008
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Novembro 6, 2008 por ulyssesteixeira

impossível caneta em teimar
de formas, curvas e circunferências
em linhas de poética escrita.
candura de versejar!
adormecida em mim
de louro em penugem, pêlos.
azulado olhar
internada em veias, sangue.
incrustada em memória de teimoso.
introspectivo lirismo exagerado
em meus respiros por suspirar-te.
imagem encantada em mim
de vermelhão de laço em ponta
em deslumbramento de poetar.
curitiba,2008
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Novembro 2, 2008 por ulyssesteixeira

vôo passarinho
em rota de
jardins.
borradas orquídeas
em passear
de cirandeiro.
horizonte de explodir
de avermelhadas tinturas.
pássaro sou
de réstia
em sol de
entardecer.
curitiba,2008
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Setembro 23, 2008 por ulyssesteixeira

fogo de amor em nós
de ardências carregado, infinito.
pontiagudo de résteas
sol gigantesco transformado.
lança radicalizada
rasgando carnes, alma.
repleto em peito de profundos suspiros
vento que não há, nem brisa.
gritados versos de horas
em luares de cantos derramados
de corações em sincopadas batidas.
amor em pedra de fonte
incessante água de brotar.
vivo em nós por canos de veias
em dobras de carnes
fixado em cola de saliva
em raspar de dentes
por partes de pêlos, penugens.
êxtase de perdidas almas apenadas
de sentenças adoráveis e perpétuas.
2008.curitiba
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Setembro 19, 2008 por ulyssesteixeira

em vielas perdido
noite de ceus atormentados
luares que ferem
espinhos de estrelas
distanciadas.
latas por chutar
sarjetas de cigarros
letreiros de bares refletidos
empoçadas águas de chuvas repetidas.
janeiros de calores insuportáveis
madugadas de postes
recosto solitário
de lágrimas derramadas.
botecos de mulheres
mesas de bilhar.
cantigas que não sinto
ardência de fumaça
queimando olhos desolados.
amanhecer de luzes
vultos em vidraças
ardências de sol
em abraços de jibóia.
mesma solidão
noite que segue em mim
infiltrada em sangue
dia após dia
límpida e clara.
marcada
alma que padece
em ferro e fogo.
2008.curitiba
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Setembro 16, 2008 por ulyssesteixeira

passo a passo
calçadas da cidade.
em vidros de predios
nuvens em desenho.
árvores de sombras
sonolentas praças
sol famigerado.
ruas infinitas
intermináveis avenidas
esquinas solitárias.
iguais mulheres
de vultos repetidos.
coração de lágrimas
feito olhos.
2008.curitiba
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Setembro 14, 2008 por ulyssesteixeira

digo no meu instante
a frase mais completa
e mais, a coisa mais direta.
digo do vinho bebido
do desejo escondido
do beijo não dado.
digo da coisa sincera
do botão da flor
da primavera
e mais, do desejo que sinto
e que não digo.
do batom não provado
do suor não bebido.
digo no meu instante
a palavra direta:
amo-te a curva perfeita
a luz que desenhas
na noite tão negra
dos meus olhos sem nada
estrelas tão brancas
estrelas tão vivas
com pontas de prata.
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Setembro 14, 2008 por ulyssesteixeira

tangível
corpo
no espaço
em languidez.
desalinho
de lençóis.
chão
acostumado
em travesseiros.
sonho:
lagos
encantados
glicíneas.
orquídeas
de troncos
em grinalda.
guardanapos
em bebidas.
tintos lábios
corados
de vinho.
crepitante
amor
em calor
fogo de
lareira.
ardências
de íntimos
carinhos
continuados…
2008.curitiba
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Setembro 14, 2008 por ulyssesteixeira

violino
em canção.
vento!
tristeza
de flores
em vaso plástico
de mesa.
cortinado
de réstias
luar.
cerração
madrugada
em vidro
de janela.
peito
coração
de compassos
lua que não há
nem estrelas.
aurora
pelos telhados
terá?
relógio em tic-tac…
2008.curitiba
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Setembro 13, 2008 por ulyssesteixeira

noite!
transtornada
alma
em solidão
antigos
canteiros
repenso.
asas
alquebradas
bebo em fontes
brotadas
de pedras
barrentas.
beija-flor
de flores
fenecidas.
2008.curitiba
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Setembro 13, 2008 por ulyssesteixeira

agora vamos ver
sobre telhados de zinco
pássaros observando estrelas.
e nuvens vagarosas
no sol escandante
das tardes de preguiça.
teremos do beijo
essa água fresca que
o orvalho deixa sobre flores.
enfim, teremos a paz
de uma folha branca
unidos que estamos e felizes.
2008.curitiba
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Setembro 12, 2008 por ulyssesteixeira

em poesia
desdobrado
visto o manto
desse luar
de madrugadas
e sorvo teu perfume
que anda sobre
asas de vaga-lumes.
todas minhas horas
são assim:
tua saudade
riscando,
estrela cadente
e esse festim
de espinhos
cortando
minhas carnes
feito dentes.
2008.curitiba
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