Ulisses Luís Antônio Reis Teixeira nasceu em União da Vitória, Paraná, em 06 de setembro de 1959, segundo filho de Nilce da Silva Reis Teixeira e de Affonso Reis Teixeira Filho. O casal que já tinha uma filha de nome Virgínia, gêmea de outra que falecera, teria mais três filhos:Marcos Vinício, Paulo de Tarso falecido ainda pequeno e Siomara de Cássia. Ulysses passou toda a sua infância e adolescência em União da Vitória.Em 1965 inicia seus estudos na Escola Lina Forte, no Bairro Rio D'areia, em União da Vitória. Em 1970 ingressa no Colégio São José, em Porto União. A partir daí começa o seu gosto pela literatura, principalmente de Vinícius de Moraes, Augusto dos Anjos, e de vários outros.Também começa a ter contato com a pintura e o desenho.Matérias que o levariam mais tarde a formar-se na Escola de Belas Artes em Curitiba. No ano de 1971 participa de um curso de pintura das Tintas Acrilex, na Livraria Giza, em União da Vitória. Essa experiência o levaria a querer alçar vôos mais altos como artista. Nesse mesmo ano ingressa no Atelier de Pintura de Sônia Will Bortolon, aonde tem encaminhado para sempre o seu destino como artista. Sempre dedicado aos estudos, passa horas e horas dos seus dias a rabiscar folhas e mais folhas de papel.Desenha, cria, inventa; copia, reproduz incansavelmente.Ulysses era também solicitado pelos colegas de turma para que desenhasse. E o fazia sempre e sem demora.Não tinha folga nem nas férias, pois nelas praticava o seu desenho e escrevia seus primeiros versos baseados em Casimiro de Abreu e em Vinícios de Moraes.Romântico, lia poemas dos dois, e fazia aquilo com prazer e diariamente. Em 1975 publica seus primeiros versos, no Jornal Caiçara de União da Vitória, de propriedade da família Augusto Sá. Da editoria do Jornal, da família e dos amigos recebe profundo incentivo para que continue escrevendo seus versos. Publica-os constantemente.
A terra atormentada, precisa de poesia. O artista é alguém esquecido de sua alta missão; alguém que transige com o vulgo; que fala mal o idioma de sua arte e troca a técnica perfeita, que permite exprimir integralmente a alma, por um balbucio improvisado e ineficaz; alguém que perdeu a força e o arrojo nos cantos, para tornar-se frouxo, cético e cínico,a tal ponto, que sua musa o abandonou. Eis porque enlanguece a Poesia - essa Poesia que não é só alma essencial de toda a arte, como o próprio espírito da vida. Sem ela, sem essa luz de sentimento e criação, não passaríamos de macacos barbarescos. É por isto, e só por isto, que escreví ORGANDI e tantos outros versos.