
atirado em espaço infinito de cama,
quarto de vidraçada janela sem cortinado.
calha como despertador de acordar
de revirar-se em manhã de chuvarada.
lembranças de água em corpo,
de chuveirada,
rio que descia
encostas, costas
daqueles beijos matutinos
e vontades antes do café.
respingada pele em textura de sardas
em amargo de língua de correr, como toalha.
momentâneo
Outubro 6, 2009 por ulyssesteixeira
